Instalação de UPS deve priorizar região com maior criminalidade, defende Hallberg

No anúncio feito pelo governo estadual em 2011, as Unidades Paraná Seguro (UPS) foram descritas como “as bases de policiamento comunitário em localidades com alta taxa de tráfico de drogas e homicídios, seguindo critérios técnicos e estatísticas de criminalidade acompanhadas diariamente pelo estado”. De acordo com o próprio gestor estadual, as UPS fortaleceriam os vínculos entre polícia e comunidade, em áreas consideradas mais vulneráveis e onde o tráfico de drogas interfere diretamente no número de mortes violentas.

Em Cascavel, a primeira UPS foi instalada em 2012 no bairro Interlagos, região Norte. Em 2017 a região Sul recebeu a segunda unidade do programa e neste ano, a terceira UPS do município deve ser instalada no bairro Tropical, localizado na região centro-oeste. A notícia foi anunciada em janeiro deste ano pelo Chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni.

Pela segmentação estabelecida pela Delegacia de Homicídios, a região Norte da cidade concentrou 30% do total de homicídios registrados entre 2014 e 2018, com 89 mortes. Em segundo ficam as regiões Sul e Oeste, ambas com 18% do total. A região Centro-Oeste, onde está o bairro Tropical, concentra apenas 1% do total de homicídios e registrou um ou nenhum homicídio nos últimos quatro anos. Em contrapartida, nos arredores do Santa Cruz, 52 homicídios foram notificados de 2014 a 2018, número 17 vezes superior àquele registrado na região do Tropical.

“Pela lógica estabelecida pelo Governo do Paraná, a região Oeste – onde estão localizados os bairros Santa Cruz, Santo Onofre, Esmeralda, Santos Dumond, Guarujá, Aeroporto e XIV de Novembro – deveria ser a próxima a receber uma UPS”, aponta o vereador Fernando Hallberg (PPL). O parlamentar solicitou os dados relacionados à criminalidade para a Delegacia de Homicídios, Delegacia de Polícia Civil e 5º Batalhão do CRPM (Comando Regional da policial Militar).
Além do número de homicídios, Hallberg pediu relatórios de furtos, roubos, prisões e apreensões envolvendo tráfico de drogas nos últimos cinco anos, separados por bairro. “Quero poder subsidiar a discussão com estatísticas e apontamentos técnicos, para que a população cascavelense possa cobrar uma efetividade verdadeira na segurança pública”, defende ele.

Hallberg explica que o papel dos policiais da Unidade Paraná Seguro na segurança pública é “agir onde a criminalidade está instalada, identificando traficantes e criminosos perigosos ao mesmo tempo em que estreita a relação com o restante da comunidade”. No caso dos bairros que sofrem mais com crimes tais como furtos e roubos, é preciso intensificar o patrulhamento, aumentar o efetivo policial e pensar iniciativas bastante resolutivas nos moldes do projeto Vizinho Solidário, por exemplo.

Assessoria de Imprensa/CMC



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